MP discute uso de tecnologias e inovação institucional em encontro no Maranhão
Evento promovido pelo Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG) reuniu chefes dos Ministérios Públicos da região nordeste
O uso da inteligência artificial como recurso para inovação institucional do Ministério Público brasileiro pautou, nesta quinta-feira, dia 23, o ‘ I Encontro do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG) Nordeste’, com o tema “Cooperação institucional e tecnologia: construindo um MP mais forte”. O evento, sediado pelo MP do Maranhão, reuniu procuradores-gerais de Justiça da região para fortalecer a atuação institucional, com integração de estratégias e compartilhamento de ferramentas para otimizar e aperfeiçoar o trabalho de defesa dos direitos dos cidadãos.

Na abertura, o vice-presidente do CNPG para a região Nordeste, o PGJ de Pernambuco José Paulo Cavalcanti Xavier Filho, destacou que o encontro surgiu da necessidade de um diagnóstico mais aprofundado da realidade dos MPs nordestinos. “Nós percebemos que precisávamos apontar as dificuldades operacionais, mas, ao mesmo tempo, elencar as nossas expertises e habilidades que poderão ser compartilhadas de forma prática, simples e não onerosa”, disse.

O PGJ do Maranhão Danilo de Castro ressaltou o ineditismo do evento. “É uma oportunidade de a gente analisar as nossas peculiaridades e os nossos potenciais. Temos muito para trocar de informações e de experiências e o Maranhão é o primeiro estado a reunir esta plêiade maravilhosa de procuradores-gerais de justiça”, afirmou.

Presidente do CNPG, o procurador-geral de Justiça da Bahia Pedro Maia pontuou a importância da articulação dos MPs do Nordeste para fortalecer a instituição e a sociedade da região. “É preciso manter o Ministério Público do Nordeste cada vez mais unido e presente para reverter os indicadores sociais, melhorar a segurança pública da região. Portanto, essa reunião, sem dúvida, é um marco significativo para que possamos atuar mais firme, mais forte naqueles temas que mais interessam a sociedade brasileira e nordestina”, registrou.

Também participaram do evento, entre várias autoridades, os conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Thiago Diaz e Alexandre Magno Benites Lacerda; o procurador do estado do Maranhão, Francisco Edilton; o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Tarcísio José Sousa Bonfim; e os procuradores-gerais de Justiça do MP do Rio Grande do Norte; Glaucio Pinto Garcia; do Ceará, Herbet Gonçalves Santos; da Paraíba, Leonardo Quintans e a procuradora-geral de justiça adjunta do MP da Bahia, Norma Cavalcanti.

Inteligência artificial
Como parte da programação foi ministrada a palestra “Transformando a atuação do Ministério Público com Inteligência Artificial: produtividade e eficiência na prática”. Foram palestrantes os integrantes da empresa Xértica: Gustavo Gouvea (líder técnico em soluções de IA generativa), Fábio Ferreira (gerente de desenvolvimento de negócios de justiça) e Gabriele Oliveira (especialista em vendas para governo).

Eles apresentaram a plataforma de IA desenvolvida pela empresa para instituições do sistema de justiça e que permite a interoperabilidade, ou seja, a comunicação entre diferentes sistemas pelo Poder Judiciário e Ministério Público. No âmbito do MP brasileiro, a Xértica fechou contratos de consultoria e utilização do sistema de inteligência artificial com os Ministérios Públicos Estaduais de Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rondônia e Minas Gerais. Atualmente, está em fase de negociação ou implantação em outras unidades estaduais, incluindo o MPMA.
O consultor em IA esclareceu que o sistema não substitui o promotor de justiça, aprimora o trabalho desenvolvido e a consistência, reduz os riscos pessoais e profissionais com base em apoio técnico, amplia a capacidade de emissão de relatórios e informações que podem ser disponibilizadas aos órgãos de controle e permite fazer a gestão de prioridades no trabalho de cada unidade ministerial.
Fotos: CCOM-MPMA
Texto: Ascom CNPG com informações do CCOM
